Quanto tempo você dispensa a seu filho, em um dia? Quanto tempo você dedica para uma leitura edificante, que lhe traga elevados objetivos e lhe retempere o ânimo?
Quanto tempo você dedica à oração?
Será você um daqueles que afirma não ter tempo para nada e leva a vida de roldão? Uma verdadeira roda viva, um turbilhão?
Tempo é uma questão de escolha. Equacionar as horas de forma a tudo resolver, sem desequilíbrio, esquecimentos e correrias, é questão de administração.
Existem criaturas que surpreendem pelo tanto que realizam nas mesmas vinte e quatro horas em que nada fazemos além de reclamar da falta de tempo.
Um consagrado escritor, James Michener, que morreu em outubro de 1997, era uma dessas pessoas que sabia exatamente como lidar com o tempo.
Foi professor, revisor de livros, alistou-se na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, teve histórias suas adaptadas para musicais na Broadway.
Certa vez, uma garotinha de oito anos, acompanhada de seu pai, o visitou em sua residência. Levou-lhe um livro que continha uma história que ela mesma escrevera.
O homem ocupado com tantas coisas dispôs de tempo para se sentar no sofá junto à pequena, abrir a primeira página e ler em voz alta: Focas, por Hana Grobel.
Enquanto prosseguia a leitura, o telefone tocou. Ele atendeu e ao interlocutor explicou: Estou lendo os originais de uma jovem escritora. Pediu licença e atendeu a ligação em outra sala.
Depois, tornou a sentar-se ao lado de Hana e prosseguiu a leitura.
Esse homem inacreditável fora uma criança rejeitada. Jamais soube quem foram seus pais.
Foi recolhido por uma viúva e por ela criado e amado. Jamais descobriu o local e a data do seu nascimento.
Passou toda sua vida ajudando discretamente a quem desejasse estudar, reconhecendo que sua instrução foi o que de mais precioso sua mãe adotiva lhe dera.
Dispunha de tempo para tudo e para todos. Até mesmo para uma criança que escrevera uma história minúscula em um pequeno livro.
A história é muito boa, foi seu comentário, porque no final todos ficam felizes.
Incentivar as gerações futuras era uma missão que considerava importante e a que se dedicava.
Atender a uma criança de oito anos que buscava estímulo, a um estudante de engenharia que lhe vinha agradecer a bolsa de estudos, atender a ligações de instituições de ensino que lhe solicitavam recursos, fazia parte do seu cotidiano.
Dez dias antes de sua morte, com os rins falhando, teve tempo para oferecer a uma jovem a oportunidade de estudar na Universidade do Texas, oferecendo-se para lhe custear a primeira anuidade escolar.
Mesmo lhe restando poucos dias, o seu tempo era para fazer o Bem.
* * *
Valorizemos o tempo, usando-o com propriedade. Não menosprezemos o tesouro dos minutos porque a eternidade é feita de segundos.
Utilizemos os valores do tempo e conquistemos méritos, não nos permitindo a sua desvalorização em atitude morna e inútil.
O tempo nos é dado pela Divindade para a realização da grande tarefa de transformação de nós mesmos, na jornada da perfeição.
Redação do Momento Espírita, com base em artigo publicado
na Revista Seleções Reader's Digest de outubro/1998 e no verbete Tempo, do livro Repositório de
sabedoria, v.2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.
Em 17.08.2009.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Presente para você
Se um dia ao acordar, você encontrasse ao lado de sua cama, um lindo pacote embrulhado com fitas coloridas, com certeza o abriria para ver o que haveria dentro.
Talvez houvesse ali algo de que você nem gostasse muito. Então guardaria a caixa, pensando no que fazer com aquele presente.
Mas, no dia seguinte, lá está outra caixa. Mais uma vez você abre correndo e, dessa vez, há alguma coisa da qual goste muito.
Uma lembrança de alguém distante, uma roupa que viu na vitrine, um casaco para os dias de frio ou simplesmente um ramo de flores de alguém que se lembrou de você.
Isso acontece todos os dias, mas nós nem percebemos.
Todos os dias quando acordamos, lá está, à nossa frente, uma caixa de presentes enviada por Deus especialmente para nós: um dia inteirinho para usarmos da melhor forma possível.
Às vezes, ele vem cheio de problemas, coisas que não conseguimos resolver, tristezas, decepções, lágrimas.
Mas outras vezes, ele vem cheio de surpresas boas, alegrias, vitórias e conquistas.
O mais importante é que todos os dias, enquanto dormimos, Deus embrulha para nós com todo o carinho, nosso presente: o dia seguinte.
Ele cerca nosso dia com fitas coloridas, não importa o que esteja por vir.
A esse dia quando acordamos, chamamos presente, o presente de Deus para nós.
Nem sempre Ele nos manda o que esperamos ou o que queremos.
Mas Ele sempre nos manda o melhor, o de que precisamos e que, muitas vezes, pode ser mais do que merecemos.
Abra seu presente todos os dias, primeiro, agradecendo a quem o mandou, sem se importar com o que vem dentro da embalagem. Sem dúvida, Deus não se engana na remessa dos pacotes.
Se hoje não veio o presente que você aguardava, espere.
Abra o de amanhã com mais carinho, pois pode ser que, a qualquer momento, os seus sonhos cheguem embrulhados em um presente, de acordo com os planos de Deus para você.
Deus não atende as nossas vontades e sim nossas necessidades.
* * *
Agradeçamos a Deus por cada dia a mais que temos a oportunidade de viver.
Cada dia é realmente um presente de Deus.
Em um dia apenas podemos ter mais uma chance de aprender algo novo sobre a vida ou sobre nós mesmos, de corrigir um erro, de tropeçar, levantar e nos sentirmos mais fortalecidos, de perdoar ou sermos perdoados.
É outra chance que temos de crescer como Espíritos e dar mais um passo em direção à felicidade.
Agradeçamos por mais um ano que se finda no calendário da nossa vida.
Agradeçamos infinitamente, por mais um ano que se inicia em nosso calendário.
Ter um ano inteiro pela frente é como ter um caderno em branco aonde se vai caligrafar.
Nesse caderno podemos deixar registradas histórias coloridas ou em preto e branco, de amores ou dores, de luzes ou de sombras.
Tudo dependerá do que carregarmos em nosso íntimo. A escolha pelo caminho do bem, da resignação, da fé e do amor é de cada um.
Que nossas escolhas agradem a Deus, para que um dia a realização dos nossos sonhos faça parte do plano Divino.
Redação do Momento Espírita, com base em
mensagem de autor desconhecido.
Em 31.12.2011.
Talvez houvesse ali algo de que você nem gostasse muito. Então guardaria a caixa, pensando no que fazer com aquele presente.
Mas, no dia seguinte, lá está outra caixa. Mais uma vez você abre correndo e, dessa vez, há alguma coisa da qual goste muito.
Uma lembrança de alguém distante, uma roupa que viu na vitrine, um casaco para os dias de frio ou simplesmente um ramo de flores de alguém que se lembrou de você.
Isso acontece todos os dias, mas nós nem percebemos.
Todos os dias quando acordamos, lá está, à nossa frente, uma caixa de presentes enviada por Deus especialmente para nós: um dia inteirinho para usarmos da melhor forma possível.
Às vezes, ele vem cheio de problemas, coisas que não conseguimos resolver, tristezas, decepções, lágrimas.
Mas outras vezes, ele vem cheio de surpresas boas, alegrias, vitórias e conquistas.
O mais importante é que todos os dias, enquanto dormimos, Deus embrulha para nós com todo o carinho, nosso presente: o dia seguinte.
Ele cerca nosso dia com fitas coloridas, não importa o que esteja por vir.
A esse dia quando acordamos, chamamos presente, o presente de Deus para nós.
Nem sempre Ele nos manda o que esperamos ou o que queremos.
Mas Ele sempre nos manda o melhor, o de que precisamos e que, muitas vezes, pode ser mais do que merecemos.
Abra seu presente todos os dias, primeiro, agradecendo a quem o mandou, sem se importar com o que vem dentro da embalagem. Sem dúvida, Deus não se engana na remessa dos pacotes.
Se hoje não veio o presente que você aguardava, espere.
Abra o de amanhã com mais carinho, pois pode ser que, a qualquer momento, os seus sonhos cheguem embrulhados em um presente, de acordo com os planos de Deus para você.
Deus não atende as nossas vontades e sim nossas necessidades.
* * *
Agradeçamos a Deus por cada dia a mais que temos a oportunidade de viver.
Cada dia é realmente um presente de Deus.
Em um dia apenas podemos ter mais uma chance de aprender algo novo sobre a vida ou sobre nós mesmos, de corrigir um erro, de tropeçar, levantar e nos sentirmos mais fortalecidos, de perdoar ou sermos perdoados.
É outra chance que temos de crescer como Espíritos e dar mais um passo em direção à felicidade.
Agradeçamos por mais um ano que se finda no calendário da nossa vida.
Agradeçamos infinitamente, por mais um ano que se inicia em nosso calendário.
Ter um ano inteiro pela frente é como ter um caderno em branco aonde se vai caligrafar.
Nesse caderno podemos deixar registradas histórias coloridas ou em preto e branco, de amores ou dores, de luzes ou de sombras.
Tudo dependerá do que carregarmos em nosso íntimo. A escolha pelo caminho do bem, da resignação, da fé e do amor é de cada um.
Que nossas escolhas agradem a Deus, para que um dia a realização dos nossos sonhos faça parte do plano Divino.
Redação do Momento Espírita, com base em
mensagem de autor desconhecido.
Em 31.12.2011.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Nuvens
O viver humano sempre envolve alguns percalços.
De quando em quando, o homem é confrontado com problemas e desafios.
São dificuldades financeiras, problemas profissionais, doenças e desentendimentos os mais diversos.
Por vezes, alguns sonhos longamente acalentados não se realizam.
Relacionamentos amorosos fracassam ou não se concretizam.
Ou a profissão idealizada se revela mais difícil do que parecia.
Todas essas dificuldades e frustrações podem se assemelhar a nuvens que pairam sobre os destinos humanos.
O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação dessas nuvens que surgem no horizonte.
Com frequência, em face de tais eventos, ele se desespera e envenena as fontes da própria vida.
Desejaria, invariavelmente, um céu azul a distância, um sol brilhante no dia e luminosas estrelas que lhe embelezassem a noite.
No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito.
Não raro, nessas oportunidades chega a duvidar da bondade Divina.
Ocorre que o Evangelho conta a formosa história de uma nuvem.
Trata-se da célebre passagem na qual Jesus se transfigurou na presença de Pedro, Tiago e João.
Segundo a narrativa evangélica, enquanto orava, o Cristo assumiu aparência radiosa e resplandecente.
Apareceram-lhe ao lado as figuras de Moisés e Elias, com quem conversou.
Os Apóstolos ficaram deslumbrados com tamanho espetáculo de luz e grandeza espiritual.
Eis, porém, que uma grande sombra comparece.
Eles não mais conseguem distinguir o maravilhoso quadro, em razão da nuvem que os cobriu.
Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: "Este é o meu amado filho. a ele ouvi."
Manifestava-se a palavra do céu, na sombra temporária.
Essa linda passagem merece detida reflexão.
A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas.
Contudo, é conveniente que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis.
As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos.
Elas trazem lições ocultas e apelos grandiosos.
A voz sábia e amorosa de Deus sempre fala por meio delas.
As dores do mundo revelam o que cada um ainda precisa trabalhar em si.
Funcionam como convites a prestar atenção no que realmente importa.
Todas as conquistas materiais passam.
Todas as glórias terrenas se extinguem.
Mas a resignação, a paciência, a compaixão e a fé desenvolvidas no sereno enfrentamento de adversidades constituem tesouros eternos.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 32, do livro Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 30.12.2011.
De quando em quando, o homem é confrontado com problemas e desafios.
São dificuldades financeiras, problemas profissionais, doenças e desentendimentos os mais diversos.
Por vezes, alguns sonhos longamente acalentados não se realizam.
Relacionamentos amorosos fracassam ou não se concretizam.
Ou a profissão idealizada se revela mais difícil do que parecia.
Todas essas dificuldades e frustrações podem se assemelhar a nuvens que pairam sobre os destinos humanos.
O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação dessas nuvens que surgem no horizonte.
Com frequência, em face de tais eventos, ele se desespera e envenena as fontes da própria vida.
Desejaria, invariavelmente, um céu azul a distância, um sol brilhante no dia e luminosas estrelas que lhe embelezassem a noite.
No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito.
Não raro, nessas oportunidades chega a duvidar da bondade Divina.
Ocorre que o Evangelho conta a formosa história de uma nuvem.
Trata-se da célebre passagem na qual Jesus se transfigurou na presença de Pedro, Tiago e João.
Segundo a narrativa evangélica, enquanto orava, o Cristo assumiu aparência radiosa e resplandecente.
Apareceram-lhe ao lado as figuras de Moisés e Elias, com quem conversou.
Os Apóstolos ficaram deslumbrados com tamanho espetáculo de luz e grandeza espiritual.
Eis, porém, que uma grande sombra comparece.
Eles não mais conseguem distinguir o maravilhoso quadro, em razão da nuvem que os cobriu.
Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: "Este é o meu amado filho. a ele ouvi."
Manifestava-se a palavra do céu, na sombra temporária.
Essa linda passagem merece detida reflexão.
A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas.
Contudo, é conveniente que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis.
As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos.
Elas trazem lições ocultas e apelos grandiosos.
A voz sábia e amorosa de Deus sempre fala por meio delas.
As dores do mundo revelam o que cada um ainda precisa trabalhar em si.
Funcionam como convites a prestar atenção no que realmente importa.
Todas as conquistas materiais passam.
Todas as glórias terrenas se extinguem.
Mas a resignação, a paciência, a compaixão e a fé desenvolvidas no sereno enfrentamento de adversidades constituem tesouros eternos.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 32, do livro Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 30.12.2011.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Sobre a duração de um arco-íris
Se um arco-íris dura mais do que quinze minutos, não o olhamos mais.
A constatação é do filósofo alemão Goethe e representa muito do que vai na alma humana, nestes dias.
Nós, da geração do imediato, do prático, do instantâneo, acabamos tendo dificuldade em nos demorarmos em qualquer experiência que seja, mesmo que prazerosa.
Por que será que muitos de nós acostumamos com a beleza e, então, deixamos de contemplá-la?
Por que será que muitos nos habituamos com as coisas boas que temos na vida e deixamos de valorizá-las?
Alguns não observamos mais as estrelas como se, depois de algum tempo, perdessem sua grandiosidade, seu mistério e deixassem de ser interessantes.
Alguns esquecemos de olhar o pôr-do-sol. Afinal, ele acontece todo dia e talvez não nos surpreenda mais...
Outros deixamos de admirar a esposa, o marido, os filhos, como se esses arco-íris, que temos ao nosso lado, perdessem suas cores ao longo da convivência.
Alguns ainda deixam de se deslumbrar com a própria existência, após alguns anos de luta, esquecendo que cada dia é um novo milagre, uma nova chance, um novo arco-celeste multicolor.
De tão focados no trabalho e nas questões práticas da vida cotidiana, que aprendemos a ser, acabamos nos tornando grandes distraídos.
Sim, distraídos no sentido de esquecidos, pouco atenciosos no que diz respeito às questões mais importantes da existência.
Por isso, em alguns momentos na vida precisamos parar tudo. Parar até de pensar tantas coisas ao mesmo tempo.
As técnicas de meditação nos ensinam este valioso hábito: limpar a mente. Pensar numa coisa de cada vez. Pensar em algo por muito tempo, sem deixar que a mente fique pulando de galho em galho.
Precisamos aprender a observar cada arco-íris até o fim, saboreando esses instantes de maravilhosa beleza, sem deixar que passem, assim, correndo, ou tão rápido, como dizemos popularmente.
A pressa não é apenas inimiga da perfeição mas também da alegria, do deleite e das emoções verdadeiras.
* * *
Pare e observe.
Pare e observe algo simples mas fascinante, como a disposição dos galhos numa grande árvore. Imagine quantos seres têm sua moradia ali, escondidos, mas vivos e atuantes no ecossistema.
Pare e observe uma porção de água qualquer: um pequeno lago, uma poça ou até mesmo a água dentro de um copo.
Perceba o comportamento dela quando se gera alguma vibração. Note a forma das ondas.
Coloque a ponta de um dos dedos e sinta a temperatura, a forma com que ela o envolve.
Pare e observe uma criança dormindo. Acompanhe a calma da respiração, a paz de sua expressão, a beleza dos traços...
Pare e observe a vida, os dias, as pessoas. Pare e observe o amor, onde quer que esteja.
Nossa alma se acalma, ganha forças e se aproxima do Criador, sem esforço, sem tensão.
Pare e observe...
Redação do Momento Espírita.
Em 02.01.2012.
A constatação é do filósofo alemão Goethe e representa muito do que vai na alma humana, nestes dias.
Nós, da geração do imediato, do prático, do instantâneo, acabamos tendo dificuldade em nos demorarmos em qualquer experiência que seja, mesmo que prazerosa.
Por que será que muitos de nós acostumamos com a beleza e, então, deixamos de contemplá-la?
Por que será que muitos nos habituamos com as coisas boas que temos na vida e deixamos de valorizá-las?
Alguns não observamos mais as estrelas como se, depois de algum tempo, perdessem sua grandiosidade, seu mistério e deixassem de ser interessantes.
Alguns esquecemos de olhar o pôr-do-sol. Afinal, ele acontece todo dia e talvez não nos surpreenda mais...
Outros deixamos de admirar a esposa, o marido, os filhos, como se esses arco-íris, que temos ao nosso lado, perdessem suas cores ao longo da convivência.
Alguns ainda deixam de se deslumbrar com a própria existência, após alguns anos de luta, esquecendo que cada dia é um novo milagre, uma nova chance, um novo arco-celeste multicolor.
De tão focados no trabalho e nas questões práticas da vida cotidiana, que aprendemos a ser, acabamos nos tornando grandes distraídos.
Sim, distraídos no sentido de esquecidos, pouco atenciosos no que diz respeito às questões mais importantes da existência.
Por isso, em alguns momentos na vida precisamos parar tudo. Parar até de pensar tantas coisas ao mesmo tempo.
As técnicas de meditação nos ensinam este valioso hábito: limpar a mente. Pensar numa coisa de cada vez. Pensar em algo por muito tempo, sem deixar que a mente fique pulando de galho em galho.
Precisamos aprender a observar cada arco-íris até o fim, saboreando esses instantes de maravilhosa beleza, sem deixar que passem, assim, correndo, ou tão rápido, como dizemos popularmente.
A pressa não é apenas inimiga da perfeição mas também da alegria, do deleite e das emoções verdadeiras.
* * *
Pare e observe.
Pare e observe algo simples mas fascinante, como a disposição dos galhos numa grande árvore. Imagine quantos seres têm sua moradia ali, escondidos, mas vivos e atuantes no ecossistema.
Pare e observe uma porção de água qualquer: um pequeno lago, uma poça ou até mesmo a água dentro de um copo.
Perceba o comportamento dela quando se gera alguma vibração. Note a forma das ondas.
Coloque a ponta de um dos dedos e sinta a temperatura, a forma com que ela o envolve.
Pare e observe uma criança dormindo. Acompanhe a calma da respiração, a paz de sua expressão, a beleza dos traços...
Pare e observe a vida, os dias, as pessoas. Pare e observe o amor, onde quer que esteja.
Nossa alma se acalma, ganha forças e se aproxima do Criador, sem esforço, sem tensão.
Pare e observe...
Redação do Momento Espírita.
Em 02.01.2012.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O reino de Deus
Você sabe o que quer dizer reino dos Céus? Ou reino de Deus?
Ao longo dos séculos, o conceito a propósito do reino de Deus ou reino dos Céus tem se modificado.
Antes de Cristo e até pouco tempo, algumas religiões prometiam aos seus fiéis um local bem alto, acima das nossas cabeças, destinado a ser a morada da alma depois desta vida. Ali a alma ficaria em contemplação, sem trabalho, estagnada.
Durante algum tempo se acreditou na existência de vários céus, uns sobre os outros, à semelhança de um edifício de apartamentos.
Segundo a opinião mais comum, havia sete céus. Por isso mesmo é que ainda hoje se ouve a expressão estar no sétimo céu, querendo expressar a mais pura alegria. A felicidade suprema.
Os muçulmanos acreditam na existência de nove céus. Em cada um deles os crentes têm a sua felicidade aumentada.
O astrônomo Ptolomeu contava onze céus. O último era o lugar da glória eterna e se chamava Empireu.
Jesus veio dar um novo conceito para o reino dos Céus. Ele disse: O reino dos céus não está aqui, nem ali, nem acolá, porque já está entre vós.
Comparou esse reino a um tesouro escondido num campo, a uma pérola de grande valor, ao grão de mostarda que se fez grande árvore e que aninhou em seus galhos as aves.
O grão de mostarda que um homem plantou representa a necessidade de cada um de nós de cultivar a decisão da reforma interior. Renovação íntima.
A pérola de grande valor ou o tesouro escondido simbolizam o interesse que devemos ter para nosso aprimoramento.
Aprimoramento que se faz devagar, lento, mas que deve ser preciso. O que equivale a dizer que cada dia devemos nos examinar e ir trabalhando uma virtude, até conseguir adquiri-la.
Uma boa tática é estabelecer um tempo para alcançar o que pretendemos. Por exemplo, num exame de consciência, descobrimos que não possuímos a virtude da paciência. Somos muito irritados, impacientes. Então estipulamos um tempo para trabalhar esta virtude. Uns seis meses, digamos.
Durante este tempo, todos os momentos em que estivermos a ponto de explodir, estourar, gritar, faremos o exercício da pausa, da reflexão, do silêncio.
Com certeza, mesmo assim, muitas vezes iremos estourar. Explodir. Mas não se deve desistir.
Após os seis meses, faremos um novo exame para descobrir se melhoramos e quanto. O quanto de paciência já conquistamos.
Aí nos daremos novo prazo e assim, pouco a pouco, iremos trabalhando a nossa intimidade.
Quando acreditarmos que estamos melhorando em um ponto, começaremos a burilar outro. Até chegarmos à tão falada e esperada renovação íntima.
O importante é fazer dia por dia a construção da nossa nova personalidade, do homem novo. Ir pedra por pedra construindo o edifício do mundo novo em nós.
Importante não é realizar coisas grandiosas. Importante é fazer pequenas coisas, todos os dias, e muito bem feitas.
Se pensarmos assim e nos esmerarmos, logo, logo o reino dos Céus, que não vem com aparências exteriores, se fará em nossos corações.
Exatamente como disse Jesus: O reino de Deus está dentro de vós.
Cabe-nos despertá-lo e permitir que cresça em nós.
* * *
Você sabia que Jesus comparou o reino dos Céus ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três porções de farinha, até que tudo levedou?
No Evangelho de Lucas é que encontramos tal comparação.
E você sabia que o fermento representa a Doutrina que Jesus nos deixou, o Cristianismo?
Em três milênios deve produzir seus frutos.
A Humanidade já viveu os dois primeiros milênios. O terceiro será decisivo. Nele, a Doutrina de Jesus deverá atingir a sua plenitude.
Pensemos nisso e façamos a nossa parte.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A parábola do reino dos Céus, do livro As maravilhosas parábolas de Jesus, de Paulo Alves Godoy, ed. Feesp.
Em 03.01.2012.
Ao longo dos séculos, o conceito a propósito do reino de Deus ou reino dos Céus tem se modificado.
Antes de Cristo e até pouco tempo, algumas religiões prometiam aos seus fiéis um local bem alto, acima das nossas cabeças, destinado a ser a morada da alma depois desta vida. Ali a alma ficaria em contemplação, sem trabalho, estagnada.
Durante algum tempo se acreditou na existência de vários céus, uns sobre os outros, à semelhança de um edifício de apartamentos.
Segundo a opinião mais comum, havia sete céus. Por isso mesmo é que ainda hoje se ouve a expressão estar no sétimo céu, querendo expressar a mais pura alegria. A felicidade suprema.
Os muçulmanos acreditam na existência de nove céus. Em cada um deles os crentes têm a sua felicidade aumentada.
O astrônomo Ptolomeu contava onze céus. O último era o lugar da glória eterna e se chamava Empireu.
Jesus veio dar um novo conceito para o reino dos Céus. Ele disse: O reino dos céus não está aqui, nem ali, nem acolá, porque já está entre vós.
Comparou esse reino a um tesouro escondido num campo, a uma pérola de grande valor, ao grão de mostarda que se fez grande árvore e que aninhou em seus galhos as aves.
O grão de mostarda que um homem plantou representa a necessidade de cada um de nós de cultivar a decisão da reforma interior. Renovação íntima.
A pérola de grande valor ou o tesouro escondido simbolizam o interesse que devemos ter para nosso aprimoramento.
Aprimoramento que se faz devagar, lento, mas que deve ser preciso. O que equivale a dizer que cada dia devemos nos examinar e ir trabalhando uma virtude, até conseguir adquiri-la.
Uma boa tática é estabelecer um tempo para alcançar o que pretendemos. Por exemplo, num exame de consciência, descobrimos que não possuímos a virtude da paciência. Somos muito irritados, impacientes. Então estipulamos um tempo para trabalhar esta virtude. Uns seis meses, digamos.
Durante este tempo, todos os momentos em que estivermos a ponto de explodir, estourar, gritar, faremos o exercício da pausa, da reflexão, do silêncio.
Com certeza, mesmo assim, muitas vezes iremos estourar. Explodir. Mas não se deve desistir.
Após os seis meses, faremos um novo exame para descobrir se melhoramos e quanto. O quanto de paciência já conquistamos.
Aí nos daremos novo prazo e assim, pouco a pouco, iremos trabalhando a nossa intimidade.
Quando acreditarmos que estamos melhorando em um ponto, começaremos a burilar outro. Até chegarmos à tão falada e esperada renovação íntima.
O importante é fazer dia por dia a construção da nossa nova personalidade, do homem novo. Ir pedra por pedra construindo o edifício do mundo novo em nós.
Importante não é realizar coisas grandiosas. Importante é fazer pequenas coisas, todos os dias, e muito bem feitas.
Se pensarmos assim e nos esmerarmos, logo, logo o reino dos Céus, que não vem com aparências exteriores, se fará em nossos corações.
Exatamente como disse Jesus: O reino de Deus está dentro de vós.
Cabe-nos despertá-lo e permitir que cresça em nós.
* * *
Você sabia que Jesus comparou o reino dos Céus ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três porções de farinha, até que tudo levedou?
No Evangelho de Lucas é que encontramos tal comparação.
E você sabia que o fermento representa a Doutrina que Jesus nos deixou, o Cristianismo?
Em três milênios deve produzir seus frutos.
A Humanidade já viveu os dois primeiros milênios. O terceiro será decisivo. Nele, a Doutrina de Jesus deverá atingir a sua plenitude.
Pensemos nisso e façamos a nossa parte.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A parábola do reino dos Céus, do livro As maravilhosas parábolas de Jesus, de Paulo Alves Godoy, ed. Feesp.
Em 03.01.2012.
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